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17 de setembro de 2021
Notícia

A sua cidade está pronta para ser acessível?

Redação: Jonathan Souza

Você já parou para pensar como é a locomoção na sua cidade para os cadeirantes, cegos, surdos, entre outras pessoas que têm essas e outras desabilidades?

Antes de falarmos sobre esse assunto tão importante, precisamos recordar que deficiência é uma ausência de uma eficiência e isso não quer dizer o ser humano deve ser excluído e/ou deixado de lado, ou até mesmo imaginar que ele é incapaz de realizar tal tarefa, todavia precisamos reforçar que é obrigação das autoridades através da LEI 10.098, dar suporte necessário para que haja equidade em nossa sociedade, principalmente através da mobilidade urbana acessível.

Pense em um bairro, em sua cidade, que esteja afastado do centro comercial e um cego e/ou deficiente visual precisa ir a uma consulta do outro lado da cidade porque o posto de saúde do seu bairro não atende na especialidade que o mesmo necessita. Ele sai no portão da sua casa e ……. não encontra o piso tátil para guiá-lo até o ponto de ônibus! É o que acontece na maioria dos casos. Hipoteticamente vamos imaginar que tivesse o piso tátil até o ponto de ônibus, será que lá encontrará alguma placa tátil em braile para informá-lo se o ônibus que ele precisa passa daquele lado da rua ou no outro? Será que os funcionários do transporte público urbano tiveram o treinamento necessário para atender esse público?

Agora quanto aos passeios, (calçadas em alguns lugares do Brasil) da nossa cidade, será que o cadeirante consegue se locomover com facilidade através dos degraus durante o caminho ou existem buracos, desnível de calçadas? E no semáforo próximo a sua residência, será que existem rampas para os cadeirantes atravessarem a rua?

No último Censo realizado através do IBGE, foram contabilizado quantidade de 45.606.048 deficientes no Brasil, ou seja, 23% da população Brasileira na época. O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, assinou em 2000 a LEI No 10.098 que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

No seu Art. 3o diz que “O planejamento e a urbanização das vias públicas, dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para todas as pessoas, inclusive para aquelas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Ou seja, precisamos nos atentar as paisagens que não atendem todos os públicos para que assim possamos construir uma sociedade mais justa, uma sociedade que se adapta e respeita a diversidade das pessoas, seja por sua deficiência ou eficiência, ou por escolhas diferentes das nossas. Cada um de nós, se aprofundarmos no assunto mobilidade urbana, poderíamos escrever sobre a nossa cidade uma um livro inacabável sobre a falta de acessibilidade em nossas respectivas cidades, todavia, mais do que um livro inacabado por causa dos incontáveis problemas, temos que contribuir para que as pessoas que contribuir para esta transformação da nossa sociedade, da nossa cidade e que o respeito a diversidade possa ser garantido também por nós.